Muitas pessoas têm dúvida sobre a necessidade de saber falar italiano para obter o reconhecimento da cidadania italiana. Essa é uma das perguntas mais comuns entre descendentes de italianos e também entre aqueles que desejam se tornar cidadãos italianos por outras vias.
A resposta, porém, não é única: depende do tipo de processo escolhido. Em alguns casos, o conhecimento da língua italiana não é exigido, enquanto em outros ele é obrigatório e deve ser comprovado por meio de um certificado oficial.
Atualmente, existem três vias principais para obtenção da cidadania italiana, cada uma com regras e exigências próprias:
- Cidadania italiana por descendência (jus sanguinis);
- Cidadania italiana por casamento (naturalização);
- Cidadania italiana por residência (naturalização).
Entender essas diferenças é essencial para evitar frustrações, atrasos e custos desnecessários ao longo do processo.
Além disso, é importante compreender que as exigências relacionadas ao idioma italiano passaram por mudanças nos últimos anos, especialmente nos processos de naturalização. O governo italiano tem adotado critérios mais rigorosos com o objetivo de garantir maior integração social e cultural dos novos cidadãos, o que torna ainda mais fundamental conhecer previamente as regras aplicáveis a cada modalidade.
Muitos pedidos acabam sendo indeferidos ou atrasados justamente por falta de informação clara sobre essas exigências, principalmente no que diz respeito à comprovação do nível de idioma. Por isso, antes de iniciar qualquer processo de cidadania italiana, é indispensável avaliar corretamente qual via se aplica ao seu caso e quais requisitos precisam ser cumpridos desde o início.
É preciso saber italiano para cidadania por descendência (jus sanguinis)?
Na cidadania italiana por descendência, também conhecida como jus sanguinis, não é exigido certificado de proficiência em italiano. Isso significa que o requerente não precisa comprovar conhecimento do idioma para ter o reconhecimento da cidadania.
Isso acontece porque, nesse tipo de processo, o reconhecimento é baseado no direito de sangue. Ou seja, a cidadania italiana já existe juridicamente desde o nascimento do descendente, sendo apenas formalizada perante o Estado italiano.
Mesmo sem a exigência legal, é importante destacar que o processo envolve documentos, certidões e, em alguns casos, contato com órgãos públicos italianos. Por isso, ainda que não seja obrigatório, ter algum conhecimento da língua pode facilitar bastante a comunicação, especialmente para quem opta pelo processo administrativo realizado diretamente na Itália.
Quando o italiano passa a ser obrigatório?
O conhecimento da língua italiana passa a ser obrigatório nos casos de naturalização, ou seja, quando a cidadania não é reconhecida por descendência direta, mas concedida pelo Estado italiano após determinados requisitos serem cumpridos.
Nessas situações, o governo italiano exige a apresentação de um certificado de proficiência em italiano nível B1, emitido por uma instituição oficialmente reconhecida.
Isso vale para:
- Cidadania italiana por casamento;
- Cidadania italiana por tempo de residência na Itália.
A exigência do idioma tem como objetivo garantir que o novo cidadão possua um nível mínimo de integração linguística e cultural com o país.
O que é o certificado de italiano nível B1?
O certificado B1 é um documento oficial que comprova a proficiência intermediária básica na língua italiana, conforme os critérios do Quadro Europeu Comum de Referência para as Línguas (QECR).
Esse certificado é reconhecido pelo Ministério da Educação e pelo Ministério das Relações Exteriores da Itália, sendo aceito em processos de cidadania por naturalização.
O nível B1 indica que o candidato é capaz de se comunicar de forma independente em situações do cotidiano, demonstrando compreensão e expressão adequadas em contextos comuns.
Na prática, isso significa que a pessoa consegue:
- Manter conversas simples sobre trabalho, estudos e lazer;
- Expressar opiniões básicas e descrever experiências pessoais;
- Compreender textos informativos e mensagens do dia a dia;
- Entender notícias simples em rádio, televisão ou meios digitais.
O que é avaliado no exame B1 de italiano?
O exame de proficiência B1 avalia diferentes competências linguísticas, garantindo que o candidato tenha um domínio funcional do idioma. Entre os principais critérios de avaliação estão:
- Compreensão oral;
- Leitura e interpretação de texto;
- Análise das estruturas de comunicação;
- Produção escrita;
- Domínio de vocabulário;
- Capacidade de expressão oral.
Essas habilidades seguem os parâmetros estabelecidos pelo QECR, que divide o aprendizado de idiomas em seis níveis: A1, A2, B1, B2, C1 e C2.
O nível B1 é considerado o mínimo necessário para demonstrar autonomia linguística suficiente para integração social.
Onde tirar o certificado B1 de italiano no Brasil?
O exame de proficiência pode ser realizado em instituições oficialmente reconhecidas pelo governo italiano, como universidades, centros culturais e escolas de idiomas autorizadas.
No Brasil, diversas cidades contam com locais credenciados para aplicação da prova. Para saber qual instituição está habilitada na sua região, o ideal é acessar o site do Consulado Italiano do Rio de Janeiro.
Cada consulado disponibiliza uma lista atualizada das instituições autorizadas, além de informações sobre datas, valores e modalidades de prova. É fundamental verificar essas informações diretamente nos canais oficiais, pois apenas certificados emitidos por instituições reconhecidas são aceitos no processo de cidadania.
Cidadania italiana por casamento: quando o B1 é exigido
Na cidadania italiana por casamento, o certificado B1 é obrigatório. Ele deve ser apresentado juntamente com a documentação exigida no momento da solicitação.
Essa regra se aplica tanto para:
- Casamentos civis entre casais heterossexuais;
- Casamentos civis entre casais homoafetivos.
É importante ressaltar que, na Itália, união estável não é equiparada ao casamento civil, como ocorre no Brasil. Portanto, apenas o casamento civil formalmente registrado é aceito para fins de naturalização.
Além disso, o conhecimento do idioma é visto como um requisito essencial para demonstrar a integração do cônjuge estrangeiro à sociedade italiana.
Cidadania italiana por residência: exigência do idioma
Outra situação em que o certificado B1 é exigido é no reconhecimento da cidadania italiana por tempo de residência, também classificada como naturalização.
De forma geral, um estrangeiro pode solicitar a cidadania italiana após 10 anos de residência legal e contínua na Itália. Para cidadãos da União Europeia, esse prazo é reduzido.
Além do tempo de residência, o candidato precisa apresentar diversos documentos, entre eles o certificado de proficiência em italiano nível B1.
Casos em que o tempo de residência pode ser reduzido
A legislação italiana prevê exceções que permitem a redução do tempo mínimo de residência exigido para a naturalização. Veja os principais casos:
- 7 anos de residência: para pessoas adotadas por cidadãos italianos antes de 1983.
- 5 anos de residência: para adotados por italianos após completarem 18 anos, refugiados políticos, apátridas ou pessoas que tenham prestado serviços relevantes ao Estado italiano por esse período.
- 4 anos de residência: para cidadãos nascidos em países da União Europeia que residam legalmente na Itália.
- 3 anos de residência: para descendentes de italianos até o segundo grau ou pessoas nascidas em território italiano.
Mesmo nesses casos de prazo reduzido, o certificado B1 continua sendo obrigatório.
Quem realmente precisa comprovar o conhecimento do idioma?
De forma geral, a exigência do italiano nível B1 se aplica a pessoas que não possuem vínculo direto de sangue com um cidadão italiano, ou seja, que buscam a cidadania por concessão do Estado.
Já quem possui direito à cidadania por descendência (jus sanguinis) não precisa apresentar o certificado linguístico, pois a cidadania é reconhecida, e não concedida.
Vale a pena aprender italiano mesmo quando não é obrigatório?
Mesmo quando o conhecimento do idioma não é uma exigência formal, aprender italiano é altamente recomendável. A fluência facilita a comunicação com órgãos públicos, consulados, prefeituras italianas e instituições acadêmicas.
Além disso, o domínio da língua amplia oportunidades profissionais, acadêmicas e pessoais, especialmente para quem pretende morar, estudar ou trabalhar na Itália ou em outros países da União Europeia.
Aprender italiano também proporciona uma integração cultural mais profunda, permitindo compreender costumes, tradições, história e até aspectos burocráticos do país com mais autonomia.
Para muitos descendentes, falar o idioma dos antepassados é uma forma de resgatar a própria identidade e fortalecer o vínculo com a história familiar.
Precisa de ajuda para tirar sua cidadania italiana?
Nós, da Cidadania Já, já realizamos o sonho de mais de 15 mil pessoas que conquistaram a dupla cidadania italiana. Contamos com uma equipe especializada, com atuação direta na Itália, tornando o processo mais seguro, rápido e transparente.
Se você tem dúvidas sobre qual via é mais adequada ao seu caso ou enfrenta dificuldades para encontrar documentos de seus familiares, fale com a nossa equipe e receba uma análise personalizada.
Não adie mais o seu sonho. Com orientação correta e acompanhamento especializado, o caminho até a cidadania italiana pode ser muito mais simples do que parece.